O Brasil vive um momento de grande euforia econômica e social. A inflação aparentemente está controlada, e o Programa Bolsa Família distribui recursos aos necessitados. Tudo parece ir muito bem, a não ser pelo consumo, que anda nas alturas, e pelo excessivo gasto praticado pelo Governo Federal, que podem ressucitar uma velha inimiga: a inflação.
Nossa estabilidade me parece ser momentânea e perigosa. As obras de infra-estrutura são realizadas com menor velocidade do que a desejável. Com o aumento do consumo torna-se necessária uma ampliação, ao menos proporcional, do oferecimento de energia elétrica, por exemplo, para que as indústrias consigam ampliar sua produção, de modo a acompanhar a demanda dos consumidores. O governo, enebriado com sua popularidade parece se esquecer de que são necessários vários anos para se construir uma hidrelétrica ou mesmo uma usina nuclear... Mas parece que está tudo sob controle e o populismo está em alta!
Outro fato que chama a atenção é o aumento substancial de gastos com Pessoal da AdministraçãoDireta. Um funcionário público possui estabilidade, e sua carreira ativa tem duração de, pelo menos 35 anos, obtendo este, ao fim desse período, uma aposentadoria integral. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o que é uma boa notícia, os gastos com um funcionário público beiram aos 50 anos. Em meu local de trabalho, o Governo tem contratado professores de forma nunca antes vista: o quadro docente vai ser ampliado em praticamente 50% nos próximos anos. Imagino que isso deva estar acontecendo em outros setores. A euforia é grande... Ao meu ver, o problema é sério. Hoje temos recursos para pagar todos esses funcionários e ainda sobra para se praticar outros gastos mas, no caso de uma crise em nível mundial, isso pode não ser realidade à médio prazo. Qual será a solução? Simples: achatamento salarial para o funcionalismo, já que a demissão sem justa causa é proibida. Mas neste momento isso não importa pois tal efeito, se ocorrer, surgirá mais para frente, provavelmente em outro governo, com sorte até num governo de oposição, para que se possa dizer que a culpa não foi do atual.
Eu já vi este filme. Há cerca de 40 anos atrás, ainda no regime militar vivemos o primeiro "Milagre Brasileiro", quando gastos irresponsáveis nos levaram à mais de 30 anos sob a égide de uma economia descontrolada, que custou muito caro ao nosso País. Na época existia um jargão muito utilizado pelo Governo Militar: "ninguém segura este País!". O Brasil gastou muito dinheiro com obras absurdas e as dívidas interna e externa foram para a extratosfera. Dá para entender o porque de minha preocupação, quando se vê o nosso atual presidente utilizando a mesma frase nos dias de hoje.
Nossa estabilidade me parece ser momentânea e perigosa. As obras de infra-estrutura são realizadas com menor velocidade do que a desejável. Com o aumento do consumo torna-se necessária uma ampliação, ao menos proporcional, do oferecimento de energia elétrica, por exemplo, para que as indústrias consigam ampliar sua produção, de modo a acompanhar a demanda dos consumidores. O governo, enebriado com sua popularidade parece se esquecer de que são necessários vários anos para se construir uma hidrelétrica ou mesmo uma usina nuclear... Mas parece que está tudo sob controle e o populismo está em alta!
Outro fato que chama a atenção é o aumento substancial de gastos com Pessoal da AdministraçãoDireta. Um funcionário público possui estabilidade, e sua carreira ativa tem duração de, pelo menos 35 anos, obtendo este, ao fim desse período, uma aposentadoria integral. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o que é uma boa notícia, os gastos com um funcionário público beiram aos 50 anos. Em meu local de trabalho, o Governo tem contratado professores de forma nunca antes vista: o quadro docente vai ser ampliado em praticamente 50% nos próximos anos. Imagino que isso deva estar acontecendo em outros setores. A euforia é grande... Ao meu ver, o problema é sério. Hoje temos recursos para pagar todos esses funcionários e ainda sobra para se praticar outros gastos mas, no caso de uma crise em nível mundial, isso pode não ser realidade à médio prazo. Qual será a solução? Simples: achatamento salarial para o funcionalismo, já que a demissão sem justa causa é proibida. Mas neste momento isso não importa pois tal efeito, se ocorrer, surgirá mais para frente, provavelmente em outro governo, com sorte até num governo de oposição, para que se possa dizer que a culpa não foi do atual.
Eu já vi este filme. Há cerca de 40 anos atrás, ainda no regime militar vivemos o primeiro "Milagre Brasileiro", quando gastos irresponsáveis nos levaram à mais de 30 anos sob a égide de uma economia descontrolada, que custou muito caro ao nosso País. Na época existia um jargão muito utilizado pelo Governo Militar: "ninguém segura este País!". O Brasil gastou muito dinheiro com obras absurdas e as dívidas interna e externa foram para a extratosfera. Dá para entender o porque de minha preocupação, quando se vê o nosso atual presidente utilizando a mesma frase nos dias de hoje.