sábado, 15 de setembro de 2012

Democracia da conveniência

Ontem assisti ao debate entre os candidatos a reitor da Universidade Federal de Uberlândia, ocorrido no Câmpus Santa Mônica. Fiquei indignado com o comportamento de alguns membros da comunidade acadêmica (sim, não foram apenas estudantes!), que demonstraram uma total falta de educação política e de respeito às pessoas. A palavra DEMOCRACIA, quando proferida por tais elementos soa de forma pejorativa, usada apenas para garantir-lhes direitos sem qualquer tipo de responsabilidade. São pessoas que não teriam problema algum em viver num regime ditatorial, desde que eles fossem os mandatários. Um regime DEMOCRÁTICO pressupõe a convivência pacífica e respeitosa com os opositores. O respeito às divergências é um pilar para uma DEMOCRACIA consolidada . É um estado de espírito e não apenas uma palavra a ser usada levianamente. Constato, com muita tristeza, que a minha geração lutou muito para dar a essas pessoas apenas o direito de serem mal-educadas. Lutamos por muito mais que isso. Desta forma, lamento profundamente que, enquanto instituição de ensino, estejamos formando pessoas com caráter tão duvidoso. Aos colegas docentes que estimulam ou apoiam o comportamento destas pessoas, advirto: vocês estão criando uma cobra que, certamente os morderá no futuro.